Você sabe como identificar e tratar uma pessoa com autismo?

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Você sabe como identificar e tratar uma pessoa com autismo?

Postado em 02/04/2019


O autismo segundo a Autism Society of American – (ASA 1978) é um transtorno definido por alterações presentes antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações qualitativas na comunicação, na interação social e no uso da imaginação e atingem 0,6% da população, sendo quatro vezes mais comuns em meninos do que em meninas.

A noção de espectro do autismo foi descrita por Lorna Wing em 1988, e sugere que as características do autismo variam de acordo com o desenvolvimento cognitivo. Atualmente não existe um teste médico específico para diagnosticar o autismo. O diagnóstico baseia-se na história de vida do paciente, no comportamento observado em diversas situações e em testes educacionais e psicológicos.

Segundo a ASA, indivíduos com autismo exibem pelo menos metade das características listadas a seguir:

1. Dificuldade de relacionamento com outras crianças.

2. Riso inapropriado.

3. Pouco ou nenhum contato visual.

4. Aparente insensibilidade à dor.

5. Preferência pela solidão e modos arredios.

6. Rotação de objetos.

7. Inapropriada fixação em objetos.

8. Perceptível hiperatividade ou extrema inatividade.

9. Ausência de resposta aos métodos normais de ensino.

10. Insistência em repetição e resistência à mudança de rotina.

11. Não tem real medo do perigo (consciência de situações que envolvam perigo).

12. Procedimento com poses bizarras (fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta somente liberando-a após tocar de uma determina maneira os alisares).

13. Ecolalia (repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal).

14. Recusa colo ou afagos.

15. Age como se estivesse surdo.

16. Dificuldade em expressar necessidades - usa gesticular e apontar no lugar de palavras.

17. Acessos de raiva - demonstra extrema aflição sem razão aparente.

18. Irregular habilidade motora - pode não querer chutar uma bola, mas pode arrumar blocos.

Os atendimentos precoces e intensivos podem fazer uma diferença importante no prognóstico do autismo.

Não existe medicação e nem tratamento específicos para o transtorno autista, normalmente é elaborado um programa intenso e abrangente que envolve a família da criança e um grupo de profissionais. Alguns programas podem ser feitos em casa e incluir profissionais especialistas e terapeutas treinados. Alguns programas são colocados em prática dentro de uma instituição especializada, na sala de aula ou na escola de educação infantil. Não é incomum uma família optar por combinar mais de um método de tratamento.

O quadro de autismo não é estático, alguns sintomas modificam-se, outros podem amenizar-se e vir a desaparecer, porém outras características poderão surgir com a evolução do indivíduo. 

É fundamental o investimento no ser humano com autismo, toda a intervenção produzirá benefícios duradouros e significativos.

Nunca deixe de acreditar no potencial do indivíduo com autismo.

FONTES:

http://autismoerealidade.org/informe-se/sobre-o-autismo/o-que-e-autismo/

http://www.autismo.com.br/index.php